Foco e profundidade de campo

Foco e profundidade de campo
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Hoje falaremos sobre duas coisas muito importantes dentro da fotografia: foco (tecnicamente talvez seja o mais importante) e profundidade de campo. Se você quer saber um pouco mais sobre esses dois assuntos e ver algumas dicas, a hora é essa!

Foco

Falaremos primeiro sobre o foco. Talvez ele seja o mais importante para que se tenha uma boa fotografia, afinal, foto sem foco fica sem sentido (a não ser que seja uma foto artística bem específica).

Para termos um ponto de partida, pegaremos a definição de “foco” do dicionário Aurélio: “ponto mais importante ou principal de“.

Pronto, o artigo poderia terminar por aqui não é mesmo? Podemos ver que o foco numa fotografia nada mais é do que a parte da imagem que queremos dar destaque. É claro que existem outras ferramentas que usamos para destacar uma imagem (como a regra dos terços e o ponto de ouro), mas esses são assuntos para outro artigo.

Profundidade de campo

Já a profundidade de campo é o efeito que vai determinar até que ponto um objeto se mostra nítido dentro de uma imagem.

Na fotografia especificamente, falamos que quanto maior a profundidade de campo, mais elementos em foco teremos na imagem, como mostramos abaixo:

Foco e profundidade de campo

Fatores que influenciam na profundidade de campo

Muitos equipamentos possibilitam o efeito de “fundo desfocado” tão adorado por amantes da fotografia, mas nem sempre a intenção é deixar apenas o principal em foco.

Para não ficarmos reféns do automático das câmeras (que muitas vezes não entrega o resultado que queremos), é fundamental que saibamos regular nosso equipamento para obtermos os efeitos desejados. Veremos os 3 principais fatores que influenciam na nossa profundidade de campo:

ABERTURA DO DIAFRAGMA:

Como ficou bem ilustrado na imagem acima, notem que quanto mais fechado o diafragma, maior a profundidade de campo e mais elementos em foco teremos na foto (F22).

Consequentemente, quanto mais aberto o diafragma, menor a profundidade de campo, aumentando o desfoque do que está à frente e atrás do assunto focado (F1.4). Aliás, só como curiosidade, as lentes que possibilitam maiores aberturas de diafragma, como 1.2 ou 1.4 por exemplo, são as mais caras do mercado.

DISTÂNCIA FOCAL:

Quanto maior a distância focal utilizada, menor será a profundidade de campo. Ou seja, quanto mais “zoom” utilizarmos, mais desfocado ficará o fundo da foto.

Notem algumas fotos de pássaros feitas com lentes 300mm, 400mm por exemplo, reparem como o fundo é completamente desfocado, um verdadeiro “borrão”, dando destaque máximo ao assunto focado (neste caso, o pássaro).

PROXIMIDADE COM O ASSUNTO:

Nesta variável teremos dois pontos importantes, o primeiro é a distância real entre a câmera e o objeto a ser focado. Quanto menor essa distância, menor será a profundidade de campo. Por exemplo, se você faz um retrato estando a 4 metros da sua modelo, terá uma profundidade de campo maior do que se fizer o mesmo retrato estando a 1 metro dela.

O segundo  é a distância entre seu assunto focado e o fundo. Quanto mais longe o fundo estiver do objeto a ser fotografado, mais desfocado será esse fundo. Por exemplo, se atrás da sua modelo tem um carro parado a 15 metros de distância esse carro estará muito desfocado, o que seria diferente se ele estivesse a apenas 2 ou 3 metros atrás da modelo, onde seu desfoque seria bem menor.

Dicas para obter melhores resultados

FOCO: Uma dica muito bacana para otimizar a precisão do foco é ajustar a câmera para “foco manual”, quando a ocasião lhe possibilitar, é claro.

Muitas câmeras permitem a visualização pelo visor também (outras, só pelo view finder mesmo), e quando mexemos o anel de foco a imagem é ampliada em várias vezes, o que possibilita vermos com muito mais nitidez a área onde queremos focar, o que torna o processo muito mais preciso e assertivo.

PROFUNDIDADE DE CAMPO:

Aqui temos um exercício bem produtivo para conhecermos um pouco mais sobre o tema.

Em algumas câmeras podemos selecionar apenas a abertura do diafragma como ajuste manual e a própria câmera define ISO e velocidade do obturador, o que nos tira um pouco a preocupação com iluminação, visto que a própria câmera vai fazer os ajustes necessários para que a foto fique boa.

Desta forma nossa única preocupação é o diafragma, o que nos possibilita “brincar” com a profundidade de campo e testar as aberturas que a lente nos proporcionar.

É legal fazer fotos da mesma cena com várias aberturas diferentes e comparar depois, para vermos onde temos mudanças na profundidade de campo e relacionar essas mudanças com a abertura do diafragma utilizada.

A fotografia é um campo que exige muito conhecimento técnico, muito estudo e muita prática. Aprendeu algo novo? Pegue sua câmera e saia para praticar e ver como aquilo funciona, analise as fotos e compare os resultados.

É fundamental que a gente nunca pare de buscar aprendizado, devemos sempre continuar estudando, aprendendo e praticando.

Afinal, só assim mesmo para adquirir mais conhecimentos e refinar o olhar. Até a próxima!

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